Horóscopo corporativo

Horóscopo corporativo

A palavra “zodíaco” tem duas origens: uma científica e outra mística. E ela evoluiu muito seu significado no mundo dos negócios.

Por Max Gehringer

A palavra “zodíaco” tem duas origens: uma científica e outra mística. A porção de ciência vem do fato de que os antigos gregos estabeleceram, com certa precisão, a trajetória que o Sol percorria no céu durante um ano. Isso foi chamado de kuklos, “círculo”. Esse círculo foi dividido em doze casas, cada uma representando um período aproximado de trinta dias. A influência mística ocorreu quando outros gregos, mais criativos, gostaram da ideia e colocaram um animal em cada casinha, atribuindo a ela características que as pessoas nascidas naquele período supostamente teriam e que seriam influenciadas pelas conjunções dos astros. O jogo do bicho celestial foi então apelidado de kukloszoidiakos, “círculo de animais”.

Daí nasceu a Astrologia, de astron, “estrela”, e logon, “ciência”. Foi da Astrologia que derivou o Horóscopo – de horos, “tempo”, e skopos, “alvo” – para explicar que as divindades que controlam o tempo podem transformar qualquer mortal no alvo da vez, e aí é preciso saber como aproveitar a sorte ou como evitar o azar.

Na vida corporativa atual, o horóscopo evoluiu muito em relação ao modelo grego. Hoje, em vez de ter um animal que corresponde a cada mês, quem quiser ser um sucesso tem que incorporar as características de vários animais. Um bom profissional deixou de ser uma das doze casinhas de um círculo. Se quiser ser feliz, ele agora tem que tomar conta do círculo inteiro. Por isso, os nascidos entre 1º de janeiro e 31 de dezembro precisam ser, conforme a situação:

Aranha: Tecer uma teia de relacionamentos sem deixar pontas soltas e forte o suficiente para não se romper. É o que se chama de networking, ou rede de contatos.

Camaleão: Adaptar-se à situação do momento.

Morcego: Enxergar opções nas situações de pouca visibilidade.

Formiga: Acreditar que o inverno um dia chega e se preparar para ele.

Macaco: Pular para o próximo galho sem hesitação.

Borboleta: Parecer inocente e inofensivo.

Perdigueiro: Farejar as boas oportunidades.

Coelho: Gerar uma ideia nova por dia.

Polvo: Mover os tentáculos em todas as direções.

 

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A verdade é que se colocam padrões ou metas para as meninas, obrigando-as a preencher esses critérios de forma implícita ou explícita.